O dia que eu excluí o orkut

Era uma terça-feira, 13:45 da tarde, parei com umas amigas numa lan house (acho que nunca usei lan house... tenho medo) e fiquei aguardando que elas fizessem o que precisavam. Numa rápida entrada no estabelecimento, foi fácil notar que TODOS estavam no orkut. Sem exceção. Homens, mulheres e jovens. (não tinha uma criança). Um homens de uns 37 anos olhava as fotos de uma garotinha de 15 que se diverte com as amiguinhas fazendo poses seminuas. Uma mulher obesa comprava batatas para a sua fazendinha como se estivesse aplicando na bolsa de valores. Uma outra, que não era obesa mas com cara de mãe, batia bundinha com uma coleguinha em sua versão body poke. Todos os outros estavam semelhantemente ocupados em suas medíocres vidinhas virtuais. E elas pagavam por isso.

Saí dali me sentido mal... com vontade de vomitar... e não era por causa da infecção intestinal que tive uns dias atrás. Saí dali com nojo, vergonha, pena... e excluí meu orkut.

Contas, senhas e afins.

Listinha que me deixa maluca, com medo, e preocupada:

  • Emails no gmail: 5
  • Emails no yahoo: 3
  • Emails no hotmail: 2
  • Grupos de email: 3
  • Blogs: 4
  • Twitter
  • Facebook
  • Filmow
  • 4Shared
  • Grupos.com
  • Msn
  • Skype
  • Senhas para guardar: 397 (fora as dos bancos, cartões, celulares...)

Oh Minas Gerais!

É sempre assim. Quando estou quase me adaptando a essa cidadezinha seca dos infernos (isso já leva uma década), me acontece alguma coisa que faz meu peito arder de saudades. Há 10 anos tento me conformar em ser vizinha do Lula. Me acostumei, é verdade. Conheço bem a cidade, seus atalhos, sei onde dá para estacionar a noite, onde você precisa estacionar na calçada e acaba raspando o escapamento do carro subindo no meio fio, até mesmo onde seu carro corre o risco de ser roubado ou não. (É... Brasília tá chique. Já tem até ladrão de carro).

Mas sinto falta daquele belo horizonte, que nunca parei pra olhar na verdade. Sinto falta dos morros. Andar de ônibus é muito mais divertido que montanha russa. (Vá no fundo que fica mais emocionante, têm momentos que a bunda sai do assento). Acordar cedo e sair pelas ruas soltando fumacinha pela boca é bem mais divertido que acordar com o nariz sangrando. Lugar que faz frio de verdade no meio do ano e chove ininterruptamente em dezembro tentando atrapalhar, sem sucesso, as compras de natal no centro da cidade. Povo com gosto musical refinado. Cidade que respira cultura.

Dessa vez nem precisei sair daqui para me sentir em casa. Domingo, 6 de setembro de 2009. O cheiro de chuva e o som das Gerais fizeram dessa "cidade reta e boa de caminhar" um pedacinho do céu.


Minha vida sem mim

E enterro minha vida na memória dos outros. Nem mais me lembro de como eu era. Andava leve, com um sorriso no rosto. Hoje já não suporto meu peso, tudo sobre meus ombros, causando-me uma dor que arde todas as noites. Talvez não me lembre mais como é andar com a cabeça erguida, enxergando além dos planos gramados secos. Me acostumei com a dor. Me acostumei a ver a grama bem de perto.

Não fiz aquela viagem com os amigos. Não aprendi outra língua. Não escrevi um livro nem lancei um CD. Não tive o emprego dos sonhos. Não morei sozinha. Não dei festas na minha casa. Não fiz um curso fora. Não aprendi a cozinhar. Não me esforcei para comprar um sofá ou uma televisão. Não viajei por causa de um show. Não me lembro da “turma da faculdade”. Não passei em um concurso. Não reclamei da solidão. Não sofri de amor.

Mas amanhã eu posso pegar o primeiro vôo para a beira do mar. Um mês ou mais para colocar em ordem as emoções. Uma volta determinada, com força física pra fazer tudo que deixei passar. Vou ter o emprego dos meus sonhos, comprar uma televisão e até um sofá. Fazer um curso fora e aprender outra língua. Escrever um livro. Jogar almofadas no chão e chamar os amigos pra conversar a noite inteira. Fazer outro curso e ter a “turma da faculdade”. Comprar um livro de receitas e ariscar. Viajar num final de semana qualquer para o show da minha banda preferida. Não estudar para concurso. Tudo isso sem precisar ter que sofrer de amor. E amar.

O que você quer ser quando crescer?

Aí depois de 10 anos a gente cansa de ficar se enganando e resolve correr atrás do tempo perdido. Será que vai dar tempo?

Como eu sou complicada. Meu primeiro vestibular foi pra Odonto. Acho que eu gostava de ir ao dentista e achei que isso ajudaria na carreira. Meu dentista tem medo de dentista. Felizmente não passei. Depois disso pulava de uma escolha para outra assim como de uma cidade para outra.

Hoje estou mais leve, meus ombros doem menos, não tomo tilenol há 5 dias e acordo feliz até na segunda-feira com mil idéias na cabeça.

Eu "No Limite"

Às vezes paro para pensar como seria participar do No Limite. É algo tão surreal que desisto logo. Os participantes não podem levar nada: remédio, colchonete, travesseiro, panela, sabonete... Acho que nem os homens das cavernas viviam sem coisas tão básicas. Eu não conseguiria ao menos tirar um cochilo em um lugar a céu aberto. No entardecer os pernilongos me devorariam. Na cidade eles já não me dão sossego; conseguem me picar através do edredom! Acho que os pernilongos hoje em dia estão nascendo com o "bico" maior (como chama aquela pontinha que eles usam pra furar a gente? Bico foi ridículo), como os adolescentes que estão calçando tamanhos cada vez maiores com o passar do tempo.
Não consigo acreditar na veracidade da fome que passam os participantes. Será que a globo deixaria que alguém desmaiasse de fome? Vamos fingir que seja verdade e eles têm apenas coco disponível e que precisem pescar como o Richard dA Lagoa Azul. Até aí tudo bem. Gosto de peixe e depois de velha me rendi à água de coco. Mas quando começassem a incluir no cardápio olhos de cabra e ovo galado, pedia pra sair antes mesmo de começar a prova. E daí que meu grupo perderia com a minha desistência? Sempre fui individualista.

Eu não sobreviveria 40 minutos no programa: sol demais me dá dor de cabeça, não durmo sem travesseiro, não como qualquer coisa (aliás, não como nada que se plante além de arroz, feijão e batata), preciso ter vários remédios ao meu alcance mesmo que não use todos, tênis me dão calo no pé, sou alérgica a formiga voadora (e daí, né? nem deve ter esse bicho lá), e além do mais, eu tenho asma.

Estou sonhando com esse "quase pinto" até hoje. O negócio já tinha penas!

El Chavo del 8

Saudades de ter as tarde livres deitada no sofá, comendo porcaria (sem engordar), e assistindo Chaves. Aquele, da vila, que se esconde num barril. (Não... o barril não é a casa dele. Ele mora no nº 8. Onde fica... ninguém nunca descobriu. Deve ser no 3º pátio tão citado quanto desconhecido.) De tão idiota e previsível, é a coisa mais engraçada do mundo. Não sei mais o dia e horário que passa, nem se o contrato com o SBT continua. Muitos personagens já morreram, alguns de velhice, outros de doença mesmo, mas nenhum no tal acidente de avião que inventaram alguns anos atrás. Deve ter sido na época dos Mamonas aí o povo se empolgou e queria matar todo mundo de acidente de avião. Vou comprar todos os DVDs, (nas Lojas Americanas está R$12,00 cada) para um dia mostrar aos meus filhos que ele não precisam se submeter aos patéticos Backyardigans ou até mesmo para eu me lembrar que que a vida pode ter graça sim, mesmo quando tá tudo uma merda.

Só para matar as saudades, os melhores diálogos:

Dona Florinda: "Rápido, Chaves! Pegue um balde!"
Chaves: "De qual cor?"
Dona Florinda: "Qualquer uma!!"
Chaves: "Serve um vermelho?"
Dona Florinda: "Sim!!"
Chaves: "Mas não tem vermelho!"

Dona Florinda: "Bem... quanto me disse que era mesmo?"
Chaves: "Vinte!"
Dona Florinda: "Ah!, mas agora há pouco tinha dito só quatorze!!"
Chaves: "Então por que pergunta?!"

Chaves: "O Homem-Invisível está na vila! Eu sei disso!"
Quico: "E como sabe?"
Chaves: "Porque eu não tô vendo ele!!!"


Ps: Mãe, o que você fez com o meu óculos-canudo do Chaves?

A era das nuvens

Hoje pela manhã, como outro dia qualquer, acordei, liguei o computador e deixei carregando enquanto preparava algo para comer. Sempre faço isso. Deixo ele ligando e vou fazer outras coisas. Mas diferente dos outros dias, quando eu voltei com meu toddy para a mesa do computador, ele estava parado numa tela azul da Asus, não reconhecia taclado nem mouse. E assim ficou. Mortinho. Meu coração já começou a angustiar. Toda vez que acontece alguma merda no computador me dá uma angústia na alma. Ainda mais quando não se tem backup de quase nada que ocupa quase meio tera da máquina.

Tentei me acalmar e pensar que era algo simples. Apenas poeira dentro dele como da última vez. No final da tarde levei para a assistência tecnica. Ainda está na garantia. Não tem seis meses o novo brinquedinho. Cheguei super otimista, acreditando que ele iria funcionar de primeira. Lembrei de quando eu era pequena e que quase tudo passava a funcionar só pela presença do meu pai, e eu saia de mentirosa porque tinha dito que o teclado não estava funcionando. Era só o meu pai chegar perto que tudo funcionava novamente como num passe de mágica. Ficaria feliz se tivesse dado viagem perdida e o tecnico dissesse: Uai... tá normal. Não tem problema nenhuma aqui. Mas não foi bem assim.

Primeiro, com uma maquininha que solta um jato de ar, fizeram uma limpeza completa. Foi pó pra todo lado. (vestígios da obra na minha casa). Tentou ligar e nada. Tela azul da Asus firme e forte. O cara mexeu em todos os possíveis problemas simples de se resolver, mas nada adiantou. Até que resolveu testar o HD em outra máquina.

_ Tem muita coisa importante no seu HD?
_ Tem só minha vida resumida em meio tera.
_ Não tem backup? (achei que o cara tava me zuando)
_ Não.
_ Seu HD queimou.
_ Ah...mentira. Tá funcionando, né? Posso ir embora.

O cara não estava brincando. O choro ficou engasgado. Passei o resto do dia e da madrugada pensando no que eu tinha perdido de mais importante. Por sorte, muita sorte, ainda resta uma esperança. Parece que o fabricante do HD consegue facilmente recuperar todos os dados. Fiquei até agora mesmo interagindo com o site internacional, abrindo ordem de serviço e o escambau. Quem sabe eles não conseguem recuperar, lá nas nuvens, no planeta digimon, na 4ª dimensão, minhas fotos, vídeos, trabalhos de faculdade, um milhãos de álbuns de música, todos organizados por categorias e intérpretes... E se isso acontecer, a primeira coisa que vou fazer é revelar os 19 giga de fotos que estão lá. No papel eu tenho certeza que estarão seguras. E quando chegar a era das nuvens, quando tudo ficará arquivado nas ondas do ar, é torcer pra não dar um relâmpago. Já pensou se acerta bem sua pastinha?


Informação demais?

É... 2009, consumindo a gente. Imagina daqui uns 10 anos...

Infância Feliz

Eu sei que todo mundo já está cansado de ver isso aqui e que já tem até livro sobre o tema. Mas é muito bom relembrar e morrer de rir com as lembranças dos anos 80, que proporcionaram a infância mais feliz que se poderia ter.

E essa não é uma simples listinha encaminhada por email. Essa aqui foi compilada com muito amor e carinho durante as aulas do cursinho pré vestibular em 2001.

# Acessórios e objetos da moda:
  • Mini engradados de coca-cola
  • Stafix grudado no teto do quarto (Meu quarto era o universo)
  • "Trocinhos" de ver negativo (aquele que vc olha pelo buraquinho)
  • Aquelas pulseiras coloridas que enrolava quando batia no braço (sou louca para achar uma dessas hoje)
  • Relógios Gram Prix (para homem) e Champion (para mulher), que trocavam as pulseiras coloridas
  • Óculos do Chaves que era um canudinho (ficava uma nojeira aquilo depois de um tempo)
  • Brincos que colam na orelha
  • Estojo com piano embutido
  • Perneiras de lã que a avó fazia
  • Tênis Bubble Gummers, Bamba, Montreal (antimicrobial)
  • Saias balonê
  • Canetas de 10 cores com cheiro
  • Botas de chuva de borracha
  • Colecionar as figurinhas de bichinhos do chocolate Surpresa
  • Batom Boca Loka, do Victor Valetin
  • Álbuns do Menudo - que as figurinhas eram chapinhas de ferro

# Música:
  • LP´s coloridos
  • Banda Metrô
  • Luan e Vanessa com aquela músiquinha "O seu nome eu escrevi, na areia..."
  • Banda Placa Luminosa
  • Grupo Chocolate
  • Grupo Polegar
  • Juninho Bill e o Trem da Alegria
  • Lambadeiros Beto Barbosa e Sarajane
  • Kátia (aquela cantora cega)
  • História que dizia que a música da Xuxa, se ouvida de traz pra frente, era um chamado ao Capeta
  • Guilherme Arantes sofrendo pra cantar Terra, Planeta Água
  • Menudo
  • Banda Gillette cantando Short dick man
  • Gipsy Kings com Volare
  • New Kids on The Block
  • Double You cantando Please don't go
  • Os Abelhudos
  • Banda Brilho
  • Programa Dó Ré Mi com a Vovó Mafalda (que na verdade era um homem... Sou traumatizada com isso até hj...)
  • Discos de vinil do Balão Mágico, Trem da Alegria, Dominó, Menudo e Xuxa (tenho todos, em vinil)

# Porcarias de comer:
  • Anel grandão de coração que vinha grudado em cima daqueles chicletes duros, horríveis
  • Pirocóptero - O pirulito que vinha com a hélice
  • Balas Xaxá, Banda e Xita
  • Chocolate de moeda, de cigarro (da Pan), e de sombrinha (daqueles chocolates puro cacau – adoro!)
  • Amendocrem
  • Balas soft (aquelas que todos nós quase morremos engasgados um dia)
  • Iogurte Bambi - que dava porta-retrato do Menudo
  • Mini chicletes
  • Skate de plástico descartável que vinha no Nescau
  • Milhopan – Sacão de chips que mais parece isopor
  • Lôlo – O atual Milkbar

# Brinquedos:
  • Genius, Pense BemFalcon, olhos de águia
  • Playmobil e seu desejado Forte Apache
  • Espada do He-man
  • Macaco Murphy (que faz um barulho de arroto quando a gente aperta a barriga)
  • River-Rade ou Pack-Man do Atari
  • Bonecos da Turma da Mônica que mudavam de expressão quando abaixavam o boné
  • Daquela resina que a gente assoprava pra fazer bolinhas
  • Pogobol, Fluff, Mola-mania, Aquaplay
  • Brincava de "Uni duni tê, salamê mingüê, o sorvete colorê, o escolhido foi você" (Que diabo era aquilo?)
  • Amarrava bandana na cabeça pra fingir que era o Rambo
  • Pular elástico
  • Querido Pônei
  • Boneca Lu Patinadora - La Lé Li Ló Lu Patinadora...La Lé Li Ló Lu......
  • Estrelinha mágica da Mônica (aquela que quando você encostava na mão fazia aquele barulhinho irritante!)
  • Boneca Menina-flor - que virava um vaso de flor
  • Comandos em ação
  • Boneco do Fofão (que falavam que tinha um punhal dentro)

# Personalidades e fatos:
  • Pedro de Lara, Flor, Delcio Piccininni, Sônia Lima Leão Lobo
  • Ferrugem
  • Morte do Tancredo, e não paravam de tocar "Coração de Estudante"
  • Pablo, aquele traveco, do Qual é a Música
  • Impechementt do Collor

# Propagandas:
  • Bamerindus - O tempo passa, o tempo voa...
  • Honda - Eu acordei...tirei meu pijama...
  • Jotalhão na propaganda do extrato de tomate Elefante (esse voltou um tempo atrás)
  • Coelho do Quick saindo da latinha
  • Menininha da Claybom - nhaaaac!
  • Chambinho - Meu coração, não sei porque...
  • Danoninho - tocando o BifeLápis
  • Faber Castel - tocando Aquarela, com o Toquinho
  • Vicky Vaporub - Daí, a binha bãe bassou Bicky Baporub em bim
  • Xarope Melagrião - com vários tipos de tosse

# Televisão:
  • Plunct Plact Zum
  • Séries Super Vicky, Primo Cruzado, O Poderoso Benson, Super Gatas, Caras e Caretas
  • Thundercats e do Munrá (O de vida eteeeerrrna!)
  • Fofão, Toppo Gigio ("Toppo toppo Giggio que acabou de chegar, é o rato de prestígio que vai dar o que falar...")
  • Bozo
  • Porta dos desesperados com o Sérgio Malandro
  • Cuca no Sítio do Pica Pau Amarelo
  • Vila Césamo (é um pouco mais antigo, mas tá valendo)
  • RÁTIMBUM - "Senta que lá vem a história..."
  • Jaspion, Changeman, Flashman e Espectroman
  • Mia e Anri, assistentes do Jaspion
  • Filme A Fantástica Fábrica de Chocolates, com o Sr. Wonka e seus Lupa-Lupas (é de antes dos anos 80 mas faz parte)
  • Vera Fischer no papel de Jocasta
  • Vampiro Vlad
  • Ursinhos Carinhosos, Muppets Baby, Poppows, Smurf, A Nossa Turma (daqueles bichinhos que moravam num vagão de trem)
  • Papai Papudo, Vovó Mafalda e Salsi Fufu
  • Praga, Dengue e Moderninho
  • Armação Ilimitada, Juba e Lula
  • Momento Menudo
  • Novelas do mexicanas no SBT: Carrossel (com a Professora Helena), Colégio Brasil, Vovô e Eu (com a Maria Joaquina), Quinze Anos, Alcançar uma Estrela (com Rick Martim)...
  • Lupu Lipin Clapá Topo, com a Lucinha Lins

Somos privilegiados por ter feito parte da última infância de verdade, de brincar na rua e não ser sequestrado; de viajar com o carro lotado, sem cinto de segurança e não morrer nem tomar multa; e de saber que brincar é muito mais do que ter um controle remoto nas mãos.

Cara-a-cara. Presente de dia das crianças mais adorado.